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domingo, 29 de novembro de 2015

Brasil pode ganhar em breve 30 novos santos.

18:05:00 Unknown
Em breve, o Brasil poderá ganhar 30 novos santos. E todos serão canonizados ao mesmo tempo. O pedido partiu do arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira Rocha. Ele trabalha para que o papa Francisco canonize dois padres e 28 fiéis que morreram em Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte.
As mortes são atribuídas a soldados holandeses em 1645 e o motivo seria religioso.  “O papa manifestou interesse na canonização, que poderá ser feita por decreto, sem exigência de milagres, porque os mártires foram mortos por confessarem a fé católica”, asseverou dom Jaime na saída de uma audiência com o pontífice em Roma.
Conhecidos como “os mártires de Cunhaú e Uruaçu”, os 30 foram beatificados por João Paulo II em 2000. Na ocasião, o papa insistiu que eles eram ‘protomártires’ e defensores da fé católica.
As mortes ocorreram em 15 de julho de 1845 em Cunhaú, que é a atual cidade de Canguaretama, e também no dia 3 de outubro, em Uruaçu, o moderno município de São Gonçalo do Amarante. O nome dos padres eram André de Sandoval e Ambrósio Ferro. Apenas 28 leigos são conhecidos pelo nome. Segundo relatos da época, foram assassinadas outras 70 pessoas, mas o Vaticano “só reconhece o martírio daqueles cujos nomes foram identificados”, justifica o arcebispo de Natal ao Estadão.
Segundo dom Jaime, o processo de canonização está em andamento e deve ser feita em outubro de 2017. Na ocasião, o Papa Francisco virá ao Brasil celebrar os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba.
Chama atenção essas escolhas, uma vez que o número de católicos no país continua diminuindo e o de evangélicos aumentando. Os calvinistas holandeses estão entre os primeiros representantes em solo pátrio do grupo religioso que hoje é conhecido como evangélico.
Atualmente existem 6 santos brasileiros, embora somente Frei Galvão tenha nascido aqui, os demais eram missionários estrangeiros. O Vaticano também reconheceu 81 beatos brasileiros, incluindo os 30 que serão canonizados.

Calvinistas x católicos

Os relatos históricos dão conta que durante o período que a Companhia das Índias Ocidentais tentou estabelecer um domínio holandês no Nordeste (1630-1654), havia uma aproximação deles com os índios Tapuias. Um dos homens que fazia essa “ponte” entre indígenas e europeus chamava-se Jacob Rabbi, um alemão que chegou ao Brasil com o Conde Maurício de Nassau.
O padre Júlio César Souza Cavalcante, da Arquidiocese de Natal, afirma que a história dos massacres foi pesquisada na Torre do Tombo, em Portugal, e no Museu de Ajax, na Holanda. “Segundo documentos sobre o episódio, os holandeses sob o comando de Jacob Rabbi ofereceram aos católicos a opção de salvar a vida, se eles se convertessem ao calvinismo, mas eles se recusaram”, relata.
Sabe-se que os católicos foram mortos por índios tapuias e potiguares e tropas holandesas dentro da igreja após uma missa em Cunhaú. Tempos depois, e outra vez sob as ordens de Jacob Rabbi, cerca de 80 católicos foram mortos em Uruaçu.
Contudo, muitos relatos são contraditórios e parciais, e isso dificulta a apuração do que realmente aconteceu e, consequentemente, a beatificação e canonização. Naquele período havia constantes embates entre brasileiros e portugueses contra os holandeses, que resultaram em mortes em ambos os lados. Os portugueses acabaram vencendo e expulsando os holandeses, que foram para o caribe e para a América do Norte, onde fundaram Nova Amsterdã (atual Nova York). informações Gospel Prime

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ataques contra cristãos aumentam após queda de Mursi.


Igrejas, casas, escolas e até lojas de cristãos foram destruídas em várias partes do Egito. Papa copta apoiou golpe contra membro da Irmandade Muçulmana.

Vítima de constantes perseguições na história recente do Egito, a minoria cristã do país passou a sofrer com ataques ainda mais frequentes após a queda de Mohamed Mursi.

Acusados de apoiar o golpe militar contra o ex-presidente, os cristãos se tornaram um dos principais alvos dos radicais islâmicos. A intolerância se intensificou a partir da última semana, quando forças de segurança fizeram uma operação para desocupar duas praças tomadas por manifestantes pró-Mursi no Cairo, deixando centenas de mortos.

Em represália pela carnificina, os islamitas voltaram sua fúria contra alvos cristãos: igrejas foram incendiadas, casas, lojas e escolas foram destruídas, além de clubes de jovens e pelo menos um orfanato. Estabelecimentos de propriedade de cristãos foram marcados com um "x".

A princípio, líderes da Irmandade Muçulmana incentivaram ou toleraram a perseguição contra os cristãos, mas depois passaram a condenar os ataques. O governo interino, apoiado pelos militares, que pouco fez para proteger a minoria religiosa, agora tenta capitalizar com a imagem de igrejas incendiadas para chamar os membros da Irmandade de terroristas, ressaltou o jornal The New York Times.

Números

Os cristãos coptas correspondem a quase 10% dos 85 milhões de egípcios – uma minoria que engloba uma multidão de mais de 8 milhões de pessoas. Outros grupos cristãos formam apenas 1%. A maior parte da população egípcia, mais de 80%, é formada por muçulmanos sunitas. Os coptas se consideram descendentes dos habitantes originais do Egito antigo, que começaram a adotar a nascente religião cristã por obra de São Marcos. Com a posterior ascensão de uma religião concorrente, a muçulmana, trazida por tribos árabes, os coptas tornaram-se uma minoria discriminada. Os confrontos ocorrem periodicamente, em especial no sul, região mais pobre, mas os ataques registrados nos últimos dias são os piores em anos.

A União Juvenil Maspero, movimento da juventude copta, denuncia uma represália contra a minoria desde que o papa dos coptas, Tawadros II, apoiou o golpe militar. "Os coptas são alvos de ataques em nove províncias apenas porque são cristãos”, afirmou o grupo, que conta seis mortes e quase quarenta igrejas destruídas nos últimos dias.

O bispo-geral Macarius, líder copta ortodoxo em Minya – cidade que fica 270 quilômetros ao sul do Cairo e que teve uma igreja incendiada –, diz que os ataques contra as igrejas ocorrem há décadas. “Os coptas sempre pagam a conta: no tempo de Gamal Abdel Nasser, no tempo de (Anwar) Sadat, no tempo de (Hosni) Mubarak, no tempo do regime militar, no tempo de Mursi e depois de Mursi”, disse, listando os governos do Egito desde que o golpe coordenado por Nasser em 1952 contra o rei Farouk pôs fim à monarquia.

No início desta semana, um porta-voz da Irmandade Muçulmana rejeitou qualquer ligação do grupo fundamentalista com os ataques e disse que as forças de segurança falharam na tentativa de evitá-los, sugerindo uma possível conspiração. Os argumentos não tiveram eco entre os coptas. Algumas lideranças cristãs continuam firmes no apoio aos militares, assumindo o discurso de que o Egito está combatendo o "terrorismo".

Na semana passada, o governo interino instalado pelo exército disse que os ataques contra os cristãos egípcios representam uma "linha vermelha" e afirmou que as autoridades "responderão energicamente" a qualquer provocação. Pouco depois, o ministro da Defesa, o general Abdel Fatah al-Sissi, chefe das forças armadas que liderou o golpe, disse que o Exército pagará a reconstrução das igrejas destruídas.
Fonte: MT Agora