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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Eu preciso de Santidade.

Amados irmãos e irmãs, A Paz do SENHOR JESUS !!!
Especialmente nesta semana reservada pelo Geração Jovem para celebrarmos a Santidade e chamarmos nossos amados irmãos e irmãs a viverem cada vez mais mergulhados nela, nossa coluna desta semana tratará sobre a "Necessidade de Santidade na vida cristã".


Na Bíblia Sagrada há muitíssimos textos nos chamando à Santidade, textos estes que o SENHOR, nosso Deus, utilizando-se de Seus santos profetas, expressou Sua vontade de sermos santos para nos tornarmos cada vez mais parecidos com Ele, que é Santo.



A palavra santo significa separado, isto é, apartado, removido, distinto; aplicando o termo à vida cristã percebemos que a santidade não é um patamar espiritual automático, mas sim, um processo que muitas vezes dura muito tempo. Do termo santidade surgiu o termo santificação (gr. hagiasmos), que se trata exatamente do processo de tornar santo, que consiste três etapas: a santificação instantânea, progressiva e plena.



A santificação instantânea: se dá quando a pessoa, ao ouvir a pregação do Evangelho de Cristo e é convencida pelo Espírito Santo do pecado, da justiça e do juízo, esta se arrependendo do pecado e aceitando a Jesus como Seu Senhor e Salvador, naquele momento ela recebe o perdão dos pecados que cometeu, e, segundo a Palavra do SENHOR, o Sangue de Jesus o purifica de todo pecado (1Jo 1.5-7; Pv 28.13);



A santificação progressiva: é a santificação do nosso cotidiano, aquela que nós precisamos exercitar para termos uma comunhão mais íntima com Deus e conservarmos a aliança que Ele fez conosco através do sacrifício de Jesus na cruz. A santificação progressiva consiste em nos afastarmos do pecado que tenta entrar nas nossas vidas diariamente para que venhamos a perder a nossa salvação e nos fazer tornar à nossa vida pregressa, a conduta que vivíamos antes de conhecermos a Jesus (2Pe 2.20-22). Ou seja, quem está em Cristo, caso deixe que o pecado torne a entrar a sua vida, este corre o risco de cair. Por isso que o Apóstolo Paulo enfatiza a necessidade da santificação progressiva, quando afirmou categoricamente: "Aquele, pois, que  cuida estar em pé, olhe que não caia" (1Co 10.12). Mais à frente trataremos mais detalhadamente sobre esse tipo de santificação e algo equivocado que se ensina sobre a mesma.



A santificação plena: se trata do estado dos salvos em Cristo após o arrebatamento da Igreja, no qual nossos corpos não estarão mais sujeitos às limitações humanas provenientes do pecado, pois, no ato do arrebatamento, nossos corpos estarão glorificados como o do Senhor Jesus, e não estarão mais sujeitos à morte, às enfermidades, aos sentimentos humanos, muito menos aos sentimentos pecaminosos (1Co 15.50-56). Neste estado de santificação, ela se dará de forma definitiva e instantânea no ato do arrebatamento da Igreja. Um fato bastante interessante é que aqueles que forem arrebatados, são os felizardos que têm seu nome escrito no Livro da Vida do Cordeiro (Mt 25.31-46; 1Ts 4.13 - 5.3; 1Jo 3.1; Ap 5.6-12), e estes não passarão pelo juízo Final, ou Juízo do Trono Branco (Ap 20.11-15).



Amados irmãs e irmãs, a santidade, como já vimos, consiste em vivermos afastados do mundo e suas concupiscências para vivermos em Cristo, isto é, não praticando a corrupção e imoralidades do mundo. Devido ao sincretismo religioso e doutrinário em alta, convencionou-se entre ensinadores que se intitulam cristãos, que a santidade é apenas o fato de aceitar a Jesus como Salvador, e daí em diante pode-se viver da forma que bem entender, pois, dizem eles, o Sangue de Jesus nos purifica do nosso pecado e nos garante a salvação independentemente do que praticamos depois de conhecermos a verdade da Palavra de Deus.

Mas o ensino bíblico não diz isto. Quando analisamos com cuidado alguns textos bíblicos que fazem alusão à santidade da vida cristã, observamos que a salvação que recebemos no ato da nossa conversão pode ser perdida se voltarmos às práticas mundanas, pois, como disse Paulo, "Assim que,se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo" (2Co 5.17). Note que este ensino não é recente, pois esta epístola pastoral de Paulo direcionada aos Coríntios foi escrita aproximadamente em 55/56 d. C., isto é, 1958/1959 anos atrás, deixando evidente que este ensino equívoco se estende a muito tempo.


Se dirigindo aos gálatas, Paulo, impelido pelo Espírito Santo, nos ensinou que fomos chamados à liberdade, mas que não deveríamos confundir esse fato com a liberalidade para darmos ocasião à carne e pecarmos deliberadamente. Sabemos que a inclinação da carne é inimizade contra Deus (Rm 8.6), e que a carne cobiça contra o Espírito (Gl 5.17), e isto significa que aquilo que a natureza humana (a carne) almeja  se constitui inimizade contra Deus. Raciocine comigo: Se você fosse um rei/rainha, e fosse proprietário(a) de um reino muito próspero e quisesse entregá-lo a alguém, você entregaria a algum inimigo seu? Logicamente que não. Eu também não faria isto. Deus também não entregará Seu Reino àqueles que se constituem inimigos dEle, ou seja, aqueles que praticam as obras da carne, mas sim, àqueles que andam pelo Espírito Santo e praticam a justiça expressa nas páginas aurifulgentes da inequívoca e santa Palavra de Deus (Gl 5.13-24).



Os ensinadores do "liberalismo cristão" apregoam que o Sangue de Jesus purifica de todo pecado, e segundo eles, isto implica que podemos viver ao nosso bel prazer, comunicando com as obras das trevas, e fazendo sem peso na consciência aquilo que a carne nos chama a fazer. Verdadeiramente o Sangue de Jesus tem poder para nos purificar de todo e qualquer pecado, desde que aquele que o praticou o reconheça como errado, se arrependa e MUDE DE COMPORTAMENTO, para viver em Cristo, pois viver alegando que está em Cristo e praticando as obras da carne, pecando de forma consciente achando que o Sangue de Jesus vai purificá-lo do pecado porque ele/ela se diz crente, esta pessoa está redondamente enganada, pois está profanando o sangue de Jesus, como disse o escritor da carta aos Hebreus (Hb 10.26-31). Quando o escritor diz que existe pessoas que têm por profano o Sangue do testamento, ou seja, o Sangue da Nova Aliança (Mt 26.27,28), ele certamente se dirigia a esse tipo de pessoas que pecam deliberadamente achando que, depois de pecar e simplesmente pedir um perdão, o Sangue de Jesus irá purificá-lo, tornando o sangue de Jesus profano no sentido de comum, não no sentido de ineficaz. Logicamente que o "liberalismo cristão" não tem fundamento nas Escrituras, pois, como disse Paulo, "[...] os que estão em Cristo crucificaram a carne com sua paixões e concupiscências" (Gl 5.24). No Antigo Testamento Deus expressou categoricamente pelo ministério de Ezequiel, que, aquele que vivia uma vida dissoluta, ou seja, longe dos Seus propósitos, e se converteu, esse viverá, porém aquele que vivia uma vida justa e se distanciou do caminho da justiça, aquilo de bom que ele praticava antes da queda moral não será levado em conta para sua salvação, pois é como se ele estivesse rasgando e lançando ao fogo toda a história de justiça e boa conduta que ele havia construído (Ez 18.21-24). Este princípio não foi anulado, e muito pelo contrário está em vigor. Note a história de Ananias e Safira, que viviam em comunidade com a Igreja primitiva sob a supervisão e ensino dos Apóstolos, mas pecaram mentindo ao Espírito Santo, e morreram por causa disto (At 5.1-11). Note que aquilo que eles haviam praticado de bom antes de pecarem não foi levado em consideração quando eles resolveram prevaricar contra o Espírito do SENHOR, sofrendo assim a pena pelo pecado seríssimo que cometeram.



Portanto, amados irmãos e irmãs, a Santidade na vida cristã é a condição irrevogável para conseguirmos manter nossa salvação juntamente com a esperança de herdarmos o reino dos Céus, e vermos ao SENHOR face a face.




"Porque eu sou o SENHOR, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque eu sou santo."            (Lv 11.45)



Amém.



Por Valney Rodrigues

Colunista - Geração Jovem

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Uma promessa de Restauração?

Esta semana estive lendo um livro de apologética cristã, que trata de um grupo religioso muito singular. eles pregam que apenas a sua "igreja", seus membros e líderes são verdadeiramente salvos em Cristo. É uma organização que ensina doutrinas que mais parecem mitológicas que bíblicas. Inclusive, além da Bíblia, eles utilizam outro livro ao qual atribuem o título de sagrado, por se tratar de uma suposta revelação que o fundador da mesma obteve. Acerca do fundador da referida organização religiosa, que viveu no século 19 nos Estados Unidos, este alegou que teve uma revelação num bosque em que dois personagens lhe apareciam: o Pai e o Filho (Deus e Jesus), tendo lhe dito que nenhuma das Igrejas existentes eram certas, as quais todas eram apóstatas, e que Eles supostamente o guiariam para fundar a "Igreja Restaurada". O intrigante é que na primeira declaração acerca dessa suposta revelação, o referido fundador dessa religião afirmou que estava sozinho no bosque orando, quando apenas Jesus lhe teria aparecido, já na segunda declaração acerca da mesma suposta revelação, o chamado "profeta, relevador e apóstolo" já dá uma outra versão dos fatos: ele estaria na presença de um amigo, e o Pai e o Filho lhe teriam aparecido e dito que ele seria "o grande reformador da Igreja".

Eu tomei a liberdade de copiar um trecho do livro com algumas alteações feitas por mim, a fim de não expor o título da organização no texto nem deixar que esta publicação da nossa coluna venha a ser interpretada como afronta pelos integrantes da seita que venham a lê-la. Segue-se abaixo o texto do livro:

Atos 3.20,21 - Uma promessa de Restauração?

O Ensino da Organização Religiosa: Em Atos 3.20,21 lemos: "E enviei ele a Jesus Cristo, que já dantes foi pregado, o qual convém que o céu contenha até aos tempos de restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio". Os membros da referida seita dizem que esta passagem aponta para uma apostasia e uma época subsequente de "restauração". Em seu livro A Marvelous Work and a Wonder (Uma Obra Maravilhosa e um Milagre), um determinado líder desta seita diz:

"Quando estivermos procurando a segunda vinda de Cristo, devemos perceber que Ele não virá antes que haja uma "restauração [ou restituição] de tudo". É obvio que não pode haver uma restituição daquilo que não foi tirado. Portanto, esta escritura é uma outra predição muito clara de apostasia - a retirada do evangelho da terra - com a promessa de uma completa restauração de todas as coisas faladas por todos os santos profetas desde que o mundo começou."

A "restauração de todas as coisas", dizem os ensinadores dessa religião, seria a restauração do evangelho, e era isto que todos os santos profetas almejavam. Este evangelho restaurado teria vindo a nós pela restauração da "única igreja verdadeira" através do chamado "profeta restaurador".

O Ensino Bíblico: Os cristãos evangélicos têm várias interpretações para Atos 3.20,21. Muitos expositores da Bíblia crêem que a referência trata da restauração de Israel. Afinal, Pedro estava falando especificamente a "varões israelitas" neste sermão (veja At 3.12), e ele fala do cumprimento de tudo o que os profetas haviam predito.

Craig S. Keener, em seu útil Bible Background Commentary, mostra que o povo judeu esperava a restauração de Israel; esta era uma mensagem central dos profetas do Antigo Testamento (por exemplo, Is 40.1-11; Jr 32.42; Ez 37.21-28; Os 11.9-11; 14.4-7; Am 9.11-15), e Pedro parece ter isso em vista aqui".

Outros estudiosos tomam referência à "restauração" ou "restituição" de forma mais geral. Estes indivíduos acreditam que "a restauração de todas as coisas deve ser entendida como o dia do juízo e da consumação dos séculos quando o Senhor voltará".

Independentemente de qual interpretação seja correta, podemos saber com certeza o que Atos 3.20,21 não diz. O texto e o contexto circundante não sugerem nem de forma remota que haveria uma apostasia total de toda a igreja. Os seguidores desta seita estão simplesmente lendo no texto algo que não está lá. Isto é chamado eisogese (forçar um significado, ler o significado incluindo algo no contexto), em oposição à exegese (extrair o significado de dentro do texto). Permitindo que o texto fale por si só, uma pessoa jamais chegaria à conclusão de que Atos 3,20,21 está se referindo a uma completa apostasia da igreja.

[...] "As Escrituras interpretam as Escrituras". Consultando outras passagens da Bíblia e comparando-as umas com as outras, torna-se claro que jamais haveria uma apostasia total de toda a igreja. Por exemplo, Jesus disse a Pedro: "Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."(Mt 16.18, grifo do autor). Dizer que a igreja inteira entrou em apostasia está em conflito direto com esse versículo.

[...]
(RHODES, Ron & BODINE Marian. Argumentando com os Mórmons a partir das Escrituras. 1ª Ed. 2006. CPAD. pp. 45-47. Adaptado)
Amados irmãos e irmãs, observemos a necessidade de nos firmarmos cada dia mais nas Escrituras para não sermos levados por esses ventos de doutrinas, pois não só esse grupo religioso que o autor se refere mas tantos outros que se utilizam da eisogese para confundir muitas pessoas e levá-las a erros doutrinários muitas vezes difíceis de serem corrigidos na mentes delas.

Vigiemos, pois, e vamos ler a Bíblia.
"Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porque nEle habita corporalmente toda a plenitude da divindade." (Cl 2.8,9)

Por Valney Rodrigues
Geração Jovem

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Seria Jesus igual ao Diabo?

Amados irmãos e irmãs, A Paz do SENHOR JESUS!! Creio que você deve ter ficado um pouco surpreso ou até mesmo chocado ao ler o título da nossa coluna desta semana, pois se trata de uma doutrina ensinada por um grupo religioso muito conhecido, que a divulga em suas publicações periódicas, em seus estudos particulares e em seus templos, chamados "Salões do Reino", ou onde houver um espaço para seus discursos. Amados irmãos e irmãs, quando lia trechos de um determinado livro a fim de extrair algumas informações de suma importância para nossa coluna Escudo da Fé, rolava para baixo com o mouse as páginas do livro em pdf a procura de um conteúdo, e uma parte de um dos assuntos abordados pelo autor era justamente essa afirmação feita pela seita: que o Senhor Jesus seria igual ao Diabo. Confesso que na hora até pasmei com essa doutrina escandalosa, pois rebaixava o Senhor Jesus, igualando-o com o mais infame ser de toda a história da humanidade. Desde este momento o Espírito Santo de Deus me concedeu uma abordagem sobre o tema a qual faço questão de compartilhar com vocês.
A fonte oficial, através da qual a comunidade religiosa divulga essa doutrina, é um de seus livros oficiais utilizados em estudos domiciliares, que, posteriormente foi substituído por outro. A fonte diz que Jesus é igual a Satanás (Sociedade Torre de Vigia. Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra. p.40 §16. 1982; cit in SOARES, Esequias. Respostas Bíblicas às Testemunhas de Jeová. 2009).

Será mesmo?
Vamos analisar alguns pontos comparando o Senhor Jesus a Satanás:
·         No A.T. existem textos (mais especificamente Is 14.12-20 e Ez 28.13-19) que retratam que Satanás, antes um "querubim ungido" (Ez 28.14), contudo, pela soberba do seu coração em querer ser "semelhante ao Altíssimo" (Is 14.14), foi abatido pelo SENHOR DEUS, tornando-se quem é atualmente: um derrotado pelo Sangue do Cordeiro (Ap 12.7, 11). Note que o Diabo foi expulso do Céu. O SENHOR JESUS foi ENVIADO do Céu, abdicando-se da Sua Glória (Jo 4.34; 8.23; Fp 2.5-8), e para lá retornou depois de consumada a Obra da Redenção (Jo 19.30; Lc 24.51).

·         O Jesus pregado por esta comunidade é o Destruidor (Abadom ou Apolion) de Ap 9.11; O Jesus que pregamos (o Jesus verdadeiro, o Jesus da Bíblia, o que Salva, cura, liberta, batiza com o Espírito Santo e leva os salvos para o Céu) é o Criador, pois sem Ele, nada do que foi feito se fez (Jo 1.1-3) e a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade (1Jo 5.7), isto é, igual ao Pai (Jo 10.30). O Abadom ou Apolion de Ap 9.11 refere-se a um gafanhoto destruidor que acometerá a humanidade nos últimos tempos, após tocar a 5ª trombeta. Ainda no capítulo 9 de Apocalipse, nos versículos 7-10 vemos as características do gafanhoto, que, quando comparamos com o SENHOR JESUS, quando virá derrotar a besta e o falso profeta em Ap 20.12-16, vemos que não existe nenhuma correlação ou semelhança com o destruidor (Abadom ou Apolion) de Ap 9.11.

·         Como disse o SENHOR JESUS em Jo 8.44, Satanás é homicida e pai da mentira. O SENHOR JESUS, muito pelo contrário, é A VERDADE (Jo 14.6), nunca mentiu (1Pe 2.21,22) e veio para dar a VIDA (Jo 10.11).

·         O SENHOR JESUS disse que o ladrão (cremos que, quando Ele assim falou, se referia a Satanás) veio somente para roubar, matar e destruir (Jo 10.10), mas Ele veio justamente para desfazer as obras do diabo (1Jo 3.8). Permita-me fazer um pequeno trecho devocional... Se o diabo roubou, JESUS RESTITUI! Se o diabo matou, JESUS dá a VIDA! Se o diabo destruiu, JESUS CONSTROI! (Aleluia!)

·         Observe: Satanás (hebraico)= Acusador (port.); Diabo (grego)= tentador (port.); JESUS (hebraico, JOSHUA)= O SENHOR SALVA; JESUS (grego)= SALVADOR; CRISTO (grego)=UNGIDO; MESSIAS (hebraico)= LIBERTADOR.

·         A Bíblia diz que, no Édem, a serpente enganou a mulher, dizendo que Deus havia mentido para ela, e que ela poderia comer da árvore que Deus disse que ela não deveria comer, sem que ela sofresse dano algum (Gn 3.1-7). Há algumas especulações no meio teológico acerca dessa "serpente" de Gn 3.1. Alguns dizem ser uma serpente comum, na qual o Diabo incorporou, outros dizem que ele (o Diabo) tomou a forma de serpente para tentar Eva. Nesta nossa abordagem vamos ficar com a segunda tese, com base em Ap 12.9, 20.2. Note que o Diabo mentiu para Eva fazendo-a pecar contra Deus, assim como também mentiu para muitos seres espirituais, tendo a terça parte deles acreditado no que o Diabo dizia, tendo todos eles juntamente com Satanás, caído do Céu expulsos, evento esse retratado em forma figurada em Ap 12.1-9.

·         No começo da Sua manifestação como o Messias, o SENHOR JESUS, ao invés de arrastar as pessoas com uma calda que Ele não tem, Ele gentilmente disse: "Vinde [...]" (Mt 4.19; 11.28; Mc 1.17; ). Outras vezes, "Segue-me [...]" (Mt 9.9; Mc 2.14; Lc 5.27). Isto porque Ele é Manso e Humilde de coração, sendo o Seu jugo suave e o Seu fardo leve (Mt 11.29,30).

Amados irmãos e irmãs, vivemos em tempos agraciados por Deus, de liberdade de expressão (prova disto é a nossa coluna Escudo da Fé, que refuta heresias descabidas como essa), no qual podemos defender a genuína Fé Cristã Bíblica, usufruindo desse direito que nos é conferido. Infelizmente muitos se desviaram da Autêntica Fé, do Genuíno Evangelho de Cristo, dando ouvidos a doutrinas de demônios (1Tm 4.1), nas quais o Rei dos reis e SENHOR dos senhores é blasfemado de forma tão escandalosa. Mas graças a Deus, que nos dá vitória, por Cristo Jesus, Senhor Nosso, pois, maior é O que está em nós, do que o que está no mundo (1Co 15.57; 1Jo 4.4), e nos faz triunfar ilesos em meio a tantos bombardeios, e não nos tem deixado ser arrancados de onde estamos edificados, apesar dos ventos de falsas doutrinas e da chuva de heresias que nos combatem (Mt 7.24-27).
Enfim, amados irmãos e irmãs, que Deus continue abençoando a todos vocês em Nome de Jesus, e preservando as vossas mentes e os vossos corações !!!

"Bem aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, que não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na Sua lei medita de dia e de noite" (Sl 1.1,2)

Amém!

Por Valney Rodrigues
Colunista – Geração Jovem 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Existe vida depois da morte?

Como amante da Palavra de Deus, eu fico encantado com a total plenitude da sua perfeição e dos seus ensinamentos que serviram nos tempos remotos, nos atuais, e continuarão a servir sempre.

Nesta semana vamos aprender o que a Bíblia nos ensina sobre o que acontece após a morte. Sabemos que a morte tem significados diferentes diante de situações diferentes. Existem três tipos de morte: (1) Morte física: É a interrupção das atividades biológicas de um organismo seja ele unicelular ou pluricelular, seja por causa natural, como a velhice (Jó 42.17) ou enfermidade (2Rs 1.2,17), ou causada por outra pessoa (Gn 4.8) ou por um animal (2Rs 2.23,24) ; (2) Morte espiritual: É o estado do ser humano em separação de Deus, vivendo afundado em más obras e iniquidade (Rm 5.12-14); e (3) Morte eterna: É o estado eterno e permanente onde, quem morre fisicamente, estando já morto espiritualmente, se encontrará para sempre (Mt 25.46; Ap 20.15).

Estive conversando com uma pessoa acerca do vimos em um programa de televisão que fazia apologia a uma crença que afirma que os espíritos dos seres humanos podem permanecer no nosso planeta depois de saírem do corpo físico em que habitavam. Pessoas que creem nesse tipo de ensinamento afirmam que tiveram “experiências espirituais”, onde espíritos de parentes falecidos se apresentaram aos vivos, alguns para atormentá-los por causa de prejuízos que os provocaram, outros para “pedir ajuda”, pois não estariam aceitando o fato de estarem mortos, outros relatos dizem que espíritos se materializaram para informar a parentes ainda vivos acerca de patrimônios financeiros escondidos e não declarados por eles em vida.
Amados irmãos, não podemos negar o fato dessas manifestações, pois a própria Bíblia nos dá evidências que esse tipo de evento acontece há muitos séculos. Por exemplo, quando o SENHOR JESUS foi ter com Seus discípulos no barco andando sobre as águas do Mar da Galileia, eles se espantaram e começaram a gritar, porque pensavam que estavam vendo um fantasma, isto é, um espírito materializado (Mt 14.24-27; Mc 6.48-50; Jo 6.16-21). Isto deixa claro que já na antiguidade havia relatos de manifestações desse caráter onde supostos espíritos humanos se apresentavam aos vivos.

Amados irmãos e irmãs, acontece que, o que as pessoas afirmam ver são realmente espíritos, mas, que espíritos são esses? É o que veremos mais a diante (Leia com atenção e vá juntando todas as informações para construir corretamente o raciocínio a diante – Boa leitura).
A Bíblia nos mostra que Deus nos concedeu a oportunidade de viver e morrer apenas uma vez, e, depois disso, aguardarmos o juízo (Hb 9.27), e, depois da morte até o dia do nosso julgamento, os espíritos ficam reservados, daqueles que receberam a salvação em vida no Paraíso, dos que não a receberam em vida no Hades.

Em Lc 16.19-31 o SENHOR JESUS nos contou a parábola de um homem rico que, provavelmente não era temente a Deus nem à Sua Palavra, e de um homem chamado Lázaro, um mendigo leproso que ficava em frente à residência do rico esperando alguma esmola do mesmo, e os cães lambiam as suas feridas, porém, pelo desenvolver dos fatos, é provável que este fosse temente a Deus e à Sua Palavra. O fato de alguém possuir riquezas não é pecado, o erro se encontra em que muitos ricos não prestam nenhum tipo de assistência aos desfavorecidos e, muitas vezes, os oprimem. Aconteceu que morreram ambos, o rico e Lázaro. O rico se viu em um lugar onde as chamas o atormentavam e ele estava em um sofrimento extremo, quando ergueu os olhos e viu Abraão no seu seio, e Lázaro, na sua companhia. O rico pede a Abraão que mande a Lázaro que molhe o dedo na água para refrescar sua língua no Hades, mas Abraão o disse que os que estão no seu seio não podem ir ao Hades e vive versa, quando o rico pede a Abraão para que Lázaro vá avisar aos seus parentes acerca daquele estado que estavam prestes a também se encontrarem, porém Abraão o afirmou que entre os vivos existiam os que ministravam a Palavra de Deus, o livro da Lei mosaica e os livros dos profetas, e mesmo que um morto ressuscitasse, eles não creriam na sua palavra.

Observe nessa parábola que o SENHOR JESUS contou que há alguns elementos: Ele deixou evidente que após a morte o espírito de quem recebeu a salvação em vida passará a desfrutar de alegrias e de paz, enquanto os de quem não a receberam estará em sofrimento mesmo antes da condenação pelas iniquidades praticadas em vida e pela incredulidade. Há uma crença religiosa chamada “reencarnação”, que afirma que, depois da morte, os espíritos podem voltar à vida em outro corpo para compensar o que sofreram na “vida anterior”, ou sofrer pelo dano que causaram também na “vida anterior”. Diante da parábola do rico e Lázaro, podemos ver que o espírito de Lázaro estava sendo consolado no seio de Abraão, posteriormente chamado de Paraíso, pois, em vida era um mendigo leproso, ou seja, um acometido de flagelos e doenças, mas, certamente temente a Deus e à Sua Palavra, e foi levado a um lugar de paz, onde não há mais doença, pois se ele ainda estivesse leproso depois da morte, o rico não teria a vontade de ser refrescado por um pingo de água no dedo de Lázaro. Sendo assim, não é possível admitir que exista reencarnação para aqueles que foram acometidos de enfermidades e de moléstias, nem para os que foram maus, pois o rico não teve oportunidade de uma “outra vida” para reparar o que fez antes de morrer.

Voltando à nossa questão primária, depois de tudo isso que já aprendemos, observemos que não há possibilidade alguma de um espírito de um ser humano voltar à existência e passar novamente pelo ciclo da vida. E como depois da morte, seja no Paraíso, seja no Hades, todos os espíritos ficam aguardando o juízo, portanto não há condições dos mesmos se apresentarem materializados aos vivos.
Mas, algumas linhas acima da nossa coluna dessa semana, há a afirmação que essas manifestações são fatos. Se não são os espíritos humanos que aparecem, o que então? Vamos mais a diante.

O Espírito Santo, pelo ministério de Paulo, revelou que “o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (2Co 11.14), dando a entender que, se Satanás, que é um espírito, pode se transfigurar em um anjo de luz, os demais espíritos imundos (ou demônios) também têm o mesmo poder, e não só de se transfigurarem em anjos de luz, como também em seres humanos. Lembre-se que Satanás já se transfigurou em uma serpente... (Gn 3.1)

Sendo assim, diante desses fatos, podemos afirmar sem medo de errar, que as manifestações de supostos mortos, são materializações de espíritos imundos a fim de enganar as pessoas que não detém conhecimentos da Palavra de Deus, e estes espíritos também influenciam essas pessoas que são enganadas por eles a se distanciarem cada vez mais da Palavra de Deus, que é a Bíblia Sagrada, para darem ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (1Tm 4.1).

Voltando à parábola do rico e Lázaro, podemos observar que Abraão disse ao rico que mesmo que Lázaro ressuscitasse dos mortos e dissesse o que tinha visto os homens maus não creriam nele. O SENHOR JESUS deixou evidente que depois de mortos, os espíritos não voltam aos vivos para informarem coisíssima nenhuma, mas que, ao invés disso e da reencarnação, existe a possibilidade da ressurreição. Mas, quanto aos relatos de “manifestações espirituais” em que supostos entes falecidos teriam “voltado” para avisar de um tesouro escondido, de um culpado de um crime, ou coisa parecida? Vamos entender agora.


O Espírito Santo revelou pelo ministério do Apóstolo Pedro que “o diabo anda em [nosso]derredor bramando como um leão, buscando a quem possa tragar” (1Pe 5.8, grifo e [] do autor). Observe que o diabo anda em derredor, ou seja, ele não tem capacidade de saber o que estamos pensando, pois o único que tem esse poder é Deus (Sl 139.1), mas o diabo e os demais espíritos imundos observam o comportamento das pessoas com a finalidade de imitá-las, e de eles mesmos se materializarem com a aparência dos entes falecidos, e até dão informações acerca de tesouros escondidos e tudo mais. Agora chegamos no porquê dessas manifestações e dos relatos, que realmente são verdadeiros, mas não que sejam "aparições" de pessoas que faleceram e precisam de ajuda, ou algo do tipo, mas sim, de demônios disfarçados de seres humanos.

Amados irmãos e irmãs, a Palavra de Deus tem resposta para tudo, e quando nos dispomos a mergulhar nas suas páginas a fim de estudá-la e procurar resposta para nossas dúvidas, nós encontramos. Cabe a nós anunciarmos as verdades contidas nela, não para magoar as pessoas que acreditam nesse tipo de doutrina que está descrita e combatida acima, mas para orientá-las acerca disso, e orando por elas, pedindo ao Amigo Espírito Santo que realize a maravilhosa obra de convencer essas vidas do pecado, da justiça e do juízo, pois isso cabe a Ele (Jo 16.7-11), e a nós, pregarmos a Palavra da verdade, pois, como crerão em quem não ouviram, e como ouvirão se não há quem pregue? De sorte que a fé vem pelo ouvir, e ouvir pela Palavra de Deus (Rm 10.14-17; Mt 28.19; Mc 16.15).

“A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz.” Rm 13.12

Amém.

Por Valney Rodrigues
Colunista – Geração Jovem

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Deus só quer o coração... Será mesmo???

Amados irmãos e irmãs, a Paz do SENHOR JESUS!!!
Vivemos em pleno século 21, a chamada era da comunicação, aonde informações chegam dentro de alguns segundos, milésimos de segundos através de milhares de quilômetros (a exemplo, a morte do Presidente Kennedy, nos EUA, chegou ao Brasil em alguns dias; o ataque suicida às Torres Gêmeas, no mesmo país décadas depois, chegou ao Brasil em alguns pouquíssimos minutos...). O problema é que essa acessibilidade à velocidade no processo de comunicação é utilizada para difundir muitas ideias que, muitas vezes, não estão de acordo com os Propósitos de Deus.


Um ensino que está muito “em alta” hoje em dia sobre o tema Salvação, é que “Deus só quer o coração”. Em se tratando de Deus, o melhor meio de estudar a Sua vontade é, logicamente, a Bíblia Sagrada, que é a Palavra d’Ele escrita através de Seus chamados, que foram eleitos para essa finalidade.

Vamos aos fatos...
No Antigo Testamento havia em Israel muitos rituais, dentre eles o de oferecer animais em sacrifício para diversas finalidades (por exemplo, Gn 15.7-11; Lv 3.1-5; Jz 6.19-22, entre outros). Observando cada texto, nos observamos que o sacrifício era feito com o animal TODO (com exceção de algumas entranhas devido impurezas). Não se sacrificava apenas esta ou aquela parte do animal, mas sim o animal todo.

Sabemos que a necessidade de realizar os rituais não existe mais, pois o SENHOR JESUS já os cumpriu, carregando Ele mesmo a nossa culpa, sendo atingido pelo castigo dos pecados de toda a Humanidade (Is 53.4-9; Hb 7.11, 26-28; 1Pe 2.21-24).

Mas, amados irmãos e irmãs, o que quero focar nessa mensagem é que desde muito antes da manifestação em carne do SENHOR JESUS, na época do sacerdócio e rituais levíticos, os animais eram oferecidos INTEIROS, o SENHOR JESUS ofereceu-se INTEIRO, e Paulo nos exorta a oferecermos a Deus o nosso culto racional, que é o nosso CORPO em sacrifício vivo e agradável a Deus (Rm 12.1). Paulo não nos orientou a oferecer apenas o coração a Deus, mas sim o corpo todo, isto é, DE CORPO INTEIRO.

Quando a pessoa ouve a pregação do Evangelho, é convencida pelo Espírito Santo que está vivendo no pecado, se arrepende por isso e se entrega ao SENHOR JESUS, nesse momento aquele que o convenceu, o Espírito Santo, passa a habitar no seu corpo (1Co 3.16), não apenas no seu coração.


O coração é aquele órgão que faz “Tum Tum, Tum Tum” (kkkk’) localizado na porção esquerda do mediastino, acima do diafragma, responsável por enviar sangu
e oxigenado aos tecidos do corpo através das artérias e o recebe pelas veias faltando oxigênio, e para enviá-lo aos pulmões que, oxigenando-o, o devolve ao coração, e o ciclo começa novamente. Mas, Biblicamente falando, o coração é bem diferente da realidade biológica.

A Bíblia mostra que o coração do homem natural é “enganoso mais que todas as coisas e perverso”(Jr 17.9), responsável por “maus pensamentos” por planejar “mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt 15.19; 5.27,28); em contrapartida, o coração que é cheio da Presença de Deus e da Sua Palavra é responsável por prover “as saídas para a vida” (Pv 4.23). Tudo isso que a Bíblia afirma sobre o coração é a prova que ela se refere à região do cérebro humano responsável pela administração dos sentimentos humanos (o tálamo) e do estímulo que outras partes do cérebro a influenciam a estar desenvolvendo. Até aí tudo bem.
Muitas pessoas afirmam ter Jesus no coração, isso devido à filosofia mundana que “Ele só quer o coração”... Daí tornou-se até fácil afirmar essa frase tão bonita, que seria mais bonita ainda se os que a expressam realmente o pudessem.
Acontece, amados, que o SENHOR JESUS afirmou enfaticamente que “do que há em abundância no coração, disso fala a boca” (Mt 12.34a). Nosso Mestre estava dizendo que, se a pessoa tem coisas boas no coração, ela vai pronunciar coisas boas, caso contrário, ela falará coisas desagradáveis. Acontece que muitas vezes percebemos certos comportamentos nas pessoas de alguém que ainda não passou pelo novo nascimento, anda numa vida de pecados, mas fala de Jesus encantadoramente, pronuncia boas e belas palavras. Isto jamais desqualifica o que o SENHOR JESUS afirmou em Mt 13.34a, mas confirma-o. Raciocine comigo: Uma pessoa que vive numa vida de pecados, que sente prazer nos delitos que comete e, na maioria dos casos, não está disposta a abandonar os erros que pratica, tem o coração cheio de veneno espiritual, entre eles a malícia e o engano. Se ela tem engano no coração a ponto de ter a capacidade de enganar as pessoas com discursos muito belos, pode muito bem chegar até mesmo a se pronunciar sobre o SENHOR JESUS, para convencer as pessoas que tem Jesus no coração, quando na verdade não tem.

Pois é... o coração é uma área do ser humano que excede em complexidade a muitas outras, mas, quando o SENHOR JESUS liberta da vida de pecado, o coração de quem se rende a Ele é alcançado e cheio de alegria, convicção de salvação e de morar no Céu, entusiasmo em anunciar o Evangelho do Reino de Deus, pelo qual ele(a) foi salvo(a), e de desejo por Santidade.

Por fim, amados irmãos e irmãs, DEUS NÃO QUER APENAS O CORAÇÃO, ELE QUER O CORPO INTEIRO. A Bíblia mostra que, no ato místico e milagroso da primeira fase da Segunda Vinda de Jesus, quando Ele raiar nas nuvens para buscar (Arrebatar) os Seus remidos, os que morreram de posse da salvação serão ressuscitados, e juntos (os que ressuscitaram e os que estiverem de posse da salvação e vivos na ocasião), subiremos a encontrarmos nosso SENHOR nos ares com o nosso CORPO glorificado, com nosso corpo, antes mortal, revestido de imortalidade, nosso corpo, antes corruptível (isto é, passivo de sofrer detrimentos devido à influência do tempo, das condições ambientais, e etc.), revestido de incorruptibilidade (1Co 15.50-54; 1Ts 4.16,17).
Essa falsa doutrina que acabamos de refutar (isto é, desmentir), possivelmente origina-se da cultura pagã que o corpo é sujo, imundo (alguns chegam até a dizer que nosso corpo é podre), e “blá blá blá”. Pode até ser que seja, se usado de forma incorreta (o corpo), de modo que venha a torná-lo assim. Somos semente e imagem de Adão (Gn 5.3) e não mais imagem de Deus, como Adão houvera sido antes do pecado entrar na sua vida (Gn 1.27a). Por isso, recebemos a capacidade e a inclinação para pecar desde quando nascemos, mas, com a maravilha do Novo Nascimento em Cristo (isto é, a conversão a Ele e a renúncia ao pecado), juntamente com a Oração, Meditação na Palavra de Deus e com a vigilância, nosso corpo é santificado e não mais imundo pelo pecado, pois o SENHOR JESUS purificou nosso coração da má consciência e lavou nosso CORPO com água limpa (Hb 10.21), portanto, estamos limpos.

Amados irmãos e irmãs, encerro nossa publicação desta semana da nossa Coluna Escudo da Fé desejando que a graça do Senhor Jesus, que o Amor de Deus, nosso Pai, a comunhão e as doces consolações do Espírito Santo estejam com todos nós hoje e sempre. Amém. Grande abraço e até a próxima publicação.

“Pelos Teus mandamentos, alcancei entendimento; pelo que aborreço todo falso caminho.” (Sl 119.104)


Por Valney Rodrigues

Colunista – Geração Jovem

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Trindade: Me prove que ela existe # 2

Meus amados irmãos e irmãs, a Paz do SENHOR JESUS!!!

Eis que Deus nos tem permitido continuarmos refletindo acerca deste assunto. Nesta semana estaremos tratando acerca da Unidade do Pai e do Filho em divindade com base no que proferiram os Lábios Sacro-Santos do SENHOR JESUS em Jo 10.30: “Eu e o Pai somos um.” Logo após ter dito isso no Templo, os judeus pegaram pedras para o apedrejarem, pois julgaram que Ele estava blasfemando o Nome de Deus Pai, fazendo-se Filho dEle, e, por conseguinte, igual a Ele; e segundo a Lei Mosaica, o que blasfemasse o Nome do SENHOR deveria ser morto apedrejado por toda a congregação (Cf. Jo 10.31-33; Lv 24.16). O detalhe é que o SENHOR JESUS não “se fez” igual ao Pai, pois Ele é igual ao Pai em Divindade desde sempre, e foi exatamente isso que Ele expressou em Jo 10.30. Os judeus não conseguiam enxergar a divindade de Cristo porque Ele não se deu a conhecer assim. Há correntes teológicas que dizem que o texto profético acerca do Messias de Is 53.2b, c (que diz: “não tinha parecer nem formosura;  e, olhando nós para Ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos”;) se trata do ato da Redenção no Calvário, no qual o SENHOR JESUS ficou desfigurado devido as sucessivas agressões desde quando foi preso no jardim do Getsêmani, enquanto outra corrente teológica diz que o texto predisse o aspecto físico do Messias. Nesta abordagem vamos adotar a segunda tese.
Partindo do pressuposto de que o Messias não era formoso à vista, podemos concluir que, fisicamente, Ele era como qualquer outro judeu, provavelmente de pele castigada pelo sol, mãos ásperas pelo trabalho com madeira, cabelos possivelmente crespos, enfim, um homem trabalhador e não muito bonito. Esse estereótipo do SENHOR JESUS é uma dedução antropológica, partindo da comparação com outros judeus, e não se trata de uma afirmação. Essas possíveis características físicas do SENHOR JESUS (ou qualquer outra que seja), isto é, a seu corpo físico, estava prefigurado no A.T. como o véu do Tabernáculo, que não permitia que o sacerdote, quando ministrasse no Lugar Santo, visse o Lugar Santíssimo, onde estava a Arca do Concerto, que era o maior símbolo da Presença Divinal do SENHOR DEUS. Ou seja, o corpo físico do SENHOR JESUS serviu para “esconder” a Sua natureza Divina, pois ninguém vê a Deus e fica vivo (Êx 33.20; ver também Mt 27.50,51; Hb 10.19,20).

Desta forma, SOARES (2009) compara Javé do A.T. e Jesus Cristo do N.T.:
Javé (A.T.)
Jesus Cristo (N.T.)
Javé é "EU SOU"
(Êx 3.13- 14)
Jesus é "EU SOU"
(Jo 8.58)
Javé é a "ROCHA"
(Is 44.8)
Jesus é a "ROCHA"
(I Co 10.4)
Javé é o "SENHOR"
(Is 45.5-6)
Jesus é o "SENHOR"
(Fp 2.11)
Javé é a "PAZ"
(Jz 6.24)
Jesus é a "NOSSA PAZ"
(Ef 2.14)
Javé é o "PASTOR"
(Sl 23.1)
Jesus é o "PASTOR"
(Hb 13.20)
Javé é a nossa "BANDEIRA"
(Êx 17.15)
Jesus é a nossa "BANDEIRA"
(Jo 3.14)
Javé é o "SENHOR DOS SENHORES"
(Dt 10.17)
Jesus é o "SENHOR DOS SENHORES"
(1Tm 6. 15)
Javé e o único "SALVADOR"
(Is 43. 11)
Jesus é o único "SALVADOR"
(At 4.12)
Javé é o "SANTO"
(Lv 19.2)
Jesus é o "SANTO"
(At 4.27)
Javé é o "VERDADEIRO"
(Jr 10.10)
Jesus é o "VERDADEIRO"
(At 3.14)
Javé é o "JUSTO"
(Sl 7.9)
Jesus é o "JUSTO"
(At 3.14)
Javé é a "VIDA"
(Dt 30.20)
Jesus é a "VIDA"
(Jo 14.6)
Javé é "SABIO"
(Jr 32.19)
Jesus é "SABIO"
(1Co 1.24)
Javé é o "PRIMEIRO E O ÚLTIMO"
(Is 44.6)
Jesus é "O PRIMEIRO E O ULTIMO”
(Ap 1.17)
Javé é "PEDRA DE TROPEÇO"
(Is 8.13-15)
Jesus é "PEDRA DE TROPEÇO"
(Rm 9.33)
Javé foi "TRANSPASSADO"
(Zc 12. 10)
Jesus foi "TRANSPASSADO"
(Jo 19.33,34)
Javé é o "PERDOADOR"
(Sl 103.3)
Jesus é o "PERDOADOR"
(Mt 9.5-6)
Javé "VIRA COM OS SANTOS"
(Zc 14.5)
Jesus "VIRA COM OS SANTOS"
(1Ts 3.13)
(SOARES, Esequias. Respostas Bíblicas as Testemunhas de Jeová. São Paulo. Editora Candeia. 2009).

Portanto, amados irmãos e irmãs, podemos concluir, pela Bíblia Sagrada, que nosso propósito foi concluído, pois a própria Palavra de Deus mostra que Pai e Filho são UM. São duas pessoas diferentes, com Suas próprias características, porém, iguais em Divindade, e indissociáveis como o Único e Verdadeiro Deus Trino que servimos.

“Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hb 4.12)
Amém

Por Valney Rodrigues
Colunista – Geração Jovem

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Trindade: Me prove que ela existe #1


Desde os primórdios da humanidade, mais especificamente no momento da História que se começou a invocar o Nome do SENHOR (Gn 4.26), a fé primitiva cultivava a crença em Deus como um Ser Supremo, Único, Soberano (como até hoje permanece), e, depois da Sua manifestação em carne através de Jesus Cristo Homem (Jo 1.1), surgiu a Doutrina Bíblica da Santíssima Trindade, ensinada pela Igreja Primitiva, ganhando repercussão até os nossos dias. A Doutrina da Santíssima Trindade consiste no ensinamento em Deus como o Ser Supremo, como já citamos, habitando em três Pessoas distintas e com características individuais, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, porém iguais em divindade; e foi ganhando força, ocupando espaço, tomando ares formais e científicos por estudiosos das Sagradas Escrituras, e vio sendo propagada até nossos dias. Porém, como existe a liberdade de expressão e de crença, há grupos religiosos que não aderiram à Doutrina da Trindade e tentam refutá-la incessantemente.

Para ensinarmos a Doutrina da Trindade é necessário embasá-la nas Escrituras. O texto mais utilizado para comprovar a existência da Trindade é 1Jo 5.7, que diz: “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um.” Este texto foi escrito mediante a inspiração do Espírito Santo por João, e o Evangelho que ele escreveu é exposto na Bíblia de Estudo Pentecostal como o que mais revela a divindade de Cristo (cf. B.E.P. PP. 1566-1568). João, como aquele que encostou a cabeça no peito do Senhor (Jo 13.23), um dos que o viram transfigurado (Mt 17.1-8), foi o que revelou o Jesus Cristo como o próprio Deus encarnado.
Religiões pseudo-cristãs (aquelas que não vivem o genuíno cristianismo bíblico) utilizam-se de supostas revelações para refutarem a Doutrina da Trindade. Há ainda aquelas que até utilizam textos ditos bíblicos, porém da tradução da Bíblia feita pela sua própria religião, na tentativa de desviarem as pessoas desta realidade bíblica, e, devido a isto, viemos provar, pela Bíblia Sagrada, a existência da Santíssima Trindade.
Na próxima semana, se o SENHOR, nosso Deus, permitir,  traremos mais detalhes sobre este tema.

“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” (1Tm 4.16)
Amém.

Por Valney Rodrigues
Colunista – Geração Jovem