“É óbvio pensar que o ser humano sofre de uma deficiência, do ponto de vista biológico: sozinho, não tenho possibilidade de continuar no tempo, sou excluído. Sou um deficiente porque não tenho seios, nem vagina. Não posso me reproduzir. Essa deficiência faz parte do background funcional do intenso desejo pelo outro. Se eliminarmos, por um momento, o instinto de reprodução , perceberemos que o meu problema é ser incompleto. Faltam-me componentes que são parte da minha necessidade biológica. Consequentemente, o que está por trás do casamento é que eu sou um indivíduo em que falta alguma coisa”.
Apesar das crises entre os casais, as estatísticas epidemiológicas demonstram que as pessoas casadas vivem melhor, sob qualquer ponto de vista, do que as pessoas divorciadas ou viúvas. Isso vale para o índice de mortalidade, distúrbios psícossomaticos, drogas, alcoolismo, estado de defesas imunológicas, número de infartos, câncer, suicídios, etc. Também nas pesquisas sobre satisfação da própria vida, sobre dedicação e sucesso profissional, as pessoas casadas têm resultados melhores do que as pessoas sem parceiros. Diante desta constatação, posso afirmar que o casamento ainda vale a pena.
O casamento pode ser uma das experiências mais gratificante na vida. Isto porque, casar é decidir amar alguém de forma muito especial e juntos construirem uma história digna de ser contada. Como terapêuta de casais, minha esperança é que as pessoas compreendam que é possível permanecer casado e feliz, basta tomar as decisões certas.
Josué Gonçalves


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