Quando eu e Aline começamos a namorar não conhecíamos a Jesus, não
éramos crentes em Cristo. Obviamente nosso relacionamento não seguia os
princípios cristãos. Mesmo assim, ela era bem difícil, num bom sentido
da palavra. Na fase da conquista, por exemplo, me deparei com, no
mínimo, uns três “nãos”, mas persisti, fui confiante e consegui iniciar
um relacionamento com aquela que hoje é a mãe da minha filha Anabella.
Na fase do namoro, obviamente, não consegui o que um jovem, que não
conhece a Cristo, almeja conseguir com sua namorada: sexo. Embora meus
desejos se aflorassem muito para isso, nunca obtive êxito. Hoje digo
“graças a Deus”!.
No entanto, tínhamos alguns momentos “quentes” em nosso
relacionamento que sempre despertavam o desejo pelo sexo. Após um ano de
namoro, entregamos nossa vida a Cristo juntos. Fomos transformados. E
também nesse mesmo dia fui batizado com o Espírito Santo e sabia que
algo diferente havia acontecido.
Porém, em nosso “namoro” ainda aconteciam aqueles “momentos quentes” e
sabíamos que aquilo não era saudável para nós e, se continuássemos,
poderíamos terminar mal. Certo dia, ouvindo uma palestra com um médico
cristão sobre namoro, ouvi uma definição da palavra “sexo” que me deixou
boquiaberto, e, a princípio achei que aquele ministro estava exagerando
em seu conceito. Ele disse, enfaticamente, que “sexo é a introdução de
um órgão masculino em um feminino”. Parece óbvio e coisas do tipo que
ouvimos desde cedo. No entanto, naquela noite soou bem diferente para
mim, pois me veio à memória nossos “momentos quentes” em que o desejo
pelo sexo era ativado e só aumentava. Percebi que cada momento desses
era iniciado por um “BEIJO DE LONGA DURAÇÃO”. Sim. Sutilmente, o “beijo”
estava sendo o início de uma estrada para a perdição em nosso
relacionamento. Mas graças a Deus, aquela instrução veio ao nosso
encontro e nos deu a chance de mudarmos a rota, assim como pode estar
acontecendo com você neste exato momento, em que lê esse artigo.
Em acordo, Aline e eu tomamos uma decisão radical que mudou a rumo do
nosso relacionamento de uma vez por todas. Tal decisão nos tirou do
perigo de cairmos em tentação e nos levou ao caminho da santidade.
Cremos, piamente, que foi uma direção de Deus e tivemos tamanha
consciência do poder desta escolha. Decidimos nos beijar somente após o
casamento. Isso mesmo, paramos radicalmente de nos beijar. É claro que
sustentar essa decisão foi difícil, nos víamos em momentos de grande
tentação para que acontecesse o beijo, mas nos mantivemos firmes naquilo
que propomos em nosso coração. Cremos que recebemos vários livramentos
e, hoje, com onze anos de relacionamento, formamos uma família feliz. O
sexo veio na hora certa e nossa filha também. Sabemos que por causa
dessa decisão de esperar pelo momento apropriado para o sexo, hoje,
usufruimos dos benefícios de tal escolha radical. Somos felizes!
Isso não é uma regra para seu relacionamento. Para nós, foi uma
decisão que mudou o rumo da nossa história. No entanto, se o beijo tem
levado você a esse limiar do pecado, talvez seja seu momento de tomar a
mesma decisão radical que tomamos. Quando existe verdadeiro amor, o
simples fato de a pessoa estar com você vale muito mais do que um beijo.
Se a pessoa o ama realmente, estará disposta a esperar o momento do
altar.
Deus abençoe grandemente!
Fotos: Internet
:: Leandro Almeida - Pastor da Mocidade Igreja Batista da Lagoinha



Postagem muito edificante.Vale a pena a leitura.
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