No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, Daniel teve um sonho, e certas visões passaram por sua mente, estando ele deitado em sua cama. Ele escreveu o seguinte resumo do seu sonho. "Em minha visão à noite, eu vi os quatro ventos do céu agitando o grande mar. Quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiram do mar. Daniel 7.1-3
- O leão (7.4). Corresponde à cabeça de ouro da estátua do capítulo 2, isto é, Babilônia (2.32,37,38). O leão tinha duas asas, o que fala da rapidez nas suas conquistas, como bem revela a história.
- O urso (7.5) corresponde ao peito de prata do capítulo 2, isto é, à Medo-Pérsia (2.32,39). No capítulo 8.2o a Medo-Pérsia volta a ser representada por um carneiro. O urso se levantou sobre um dos lados, e tinha na boca três costelas. O lado que se elevou foi a Pérsia, que passou a ter ascendência sobre a Média. As três costelas na boca aludem à conquista (pela Pérsia) de Babilônia, Lídia e Egito.
- O leopardo (7.6) corresponde ao ventre de bronze do capítulo 2, isto é, à Grécia (2.32,39). No capítulo 8.5,21 a Grécia volta a aparecer sob a figura de um bode. O leopardo tinha quatro asas e quatro cabeças. As quatro asas indicam mais rapidez nas conquistas do que Babilônia. As quatro cabeças falam da quádrupla divisão do império grego após a morte de Alexandre, a saber: Egito, Macedônia, Síria e Ásia Menor. De fato, em dez anos Alexandre dominou o mundo civilizado do seu tempo. Seu exército era altamente treinado e utilizava o princípio da guerra-relâmpago, isto é, surpresa e rapidez nos ataques.
- O quarto animal (7.7,8,11,19-24) corresponde às pernas e pés da estátua do capítulo 2, ou seja, ao Império Romano, e ainda à sua última forma de expressão, por ocasião da vinda de Jesus. Tinha dez chifres. Entre esses dez surgiu um pequeno. Três dos outros foram derrubados pelo chifre pequeno (vv. 8,24).
O quarto animal seria um rei ou reino, como os demais animais (7.17,23). Esse animal tinha dentes de ferro (v. 7). Seria o reino da força, da ferocidade, do esmagamento, como foi o Império Romano. Os dez chifres do versículo 7 correspondem a dez futuros reis (v. 24). Esses futuros reis ou reinos correspondem aos dez dedos dos pés da estátua do capítulo 2.41,44, e aos dez chifres da besta de Apocalipse 13.1 e 17.12, a saber, ao Anticristo e suas nações confederadas durante a Grande Tribulação.
Fonte: Livro Daniel e Apocalipse, Antonio Gilberto



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