É quando dois parentes possuem uma relação sexual ou marital
entre parentes próximos ou alguma forma de restrição sexual dentro de
determinada sociedade.É condenado em quase todas as culturas humanas. O incesto
é punido como crime em algumas jurisdições, e é considerado um pecado pelas
maiores religiões do mundo. Na maior parte dos países ocidentais o incesto é
legalmente proibido —– mesmo que haja consentimento de ambas as partes.
Variam as definições de parente próximo, e aí encontra-se a
dificuldade em identificar certos casos de incesto.3 Além de parentes por
nascimento, podem ser considerados parentes aqueles que se unem ao grupo
familiar por adoção ou casamento.
São consideradas incestuosas, geralmente, as relações entre
pais e filhos, entre irmãos ou meio-irmãos, entre tios e sobrinhos. Em alguns
países ou jurisdições, entretanto, este tipo de casamento é proibido por lei,
derivando daí o caráter incestuoso do ato, nestes casos.Para o cristianismo o
incesto é considerado um pecado pois é contra a instituição familiar.
Há casos de casamentos de caráter apenas oficioso entre
irmãos da realeza para preservar a dinastia, e exceções na história e em
sociedades atuais para certas classes sociais privilegiadas. No Brasil, dados
históricos dão conta de que o Regente Diogo Feijó, por exemplo, vivia
maritalmente com sua irmã.
A procriação entre parentes próximos (inbreeding) tende a
aumentar o número de homozigotos de determinada população, reduzindo, portanto,
a variabilidade genética da mesma. Essa é talvez uma das explicações do tabu do
incesto: o incentivo à mistura genética.9 Mais importante, no entanto, talvez
seja o incentivo à exogamia pela razão de que ela amplia as relações positivas
e sobretudo comerciais entre grupos sociais distintos. Do contrário, não
haveria a sociedade como a conhecemos, pois as famílias fechariam-se,
eventualmente tornando-se um povo, uma etnia, à parte.
O termo também é frequentemente utilizado para casos de
abuso sexual de menores por parte de parentes.
Incesto na Bíblia
Na Bíblia há três referências explícitas ao incesto, duas no
livro de Gênesis e uma no segundo livro do profeta Samuel. A primeira diz
respeito a Ló e suas filhas, onde elas embebedam o pai e com ele se deitam para
ficarem grávidas e terem filhos com ele (Gênesis 19:30-38). A segunda diz
respeito a Abraão, que revela ao rei Abimeleque que Sara de fato era sua irmã
(na verdade meia irmã), não somente sua esposa (Gênesis 20:10-16). Já a
terceira diz respeito ao relacionamento de Amnon e Tamar, meio-irmãos por parte
de pai, pois ambos eram filhos do rei David (2 Samuel 13). Tempos depois, na
época de Moisés, no Livro de Levítico 18:6-18 e 20:11-12, foram proibidas as
relações incestuosas.
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