Era 25 de abril, dia escolhido por uma família de brasileiros que
vive no Nepal para fazer as compras em um supermercado. Foi ali, dentro
do estabelecimento comercial que eles sentiram os tremores que assolaram
e destruíram a cidade.
A intensidade do tremor foi de 7,9 na escala Richter, casas e imóveis
comerciais ruíram, milhares de pessoas morreram e Patrícia, Adenildo e
sua filha Rafaela escaparam por pouco.
Patrícia, ainda dentro do mercado, viu três nepalesas se abraçando.
Seu esposo e a filha do casal tinham saído para outra área do mercado
para comer. “De repente Adenildo apareceu no antepenúltimo corredor e
disse: ‘Corre Patrícia, é terremoto, temos que sair daqui'”, lembra ela.
As prateleiras do mercado começaram a cair, o casal pulava e corria
tentando não ser atingido pelos objetos. “Eu perdi o equilíbrio e cai no
pé de uma prateleira”, se recorda Patrícia que começou a se preocupar
com a filha que não estava ao lado deles e do filho, Matheus, que ficou
em casa.
Rafaela conseguiu sair do mercado e esperou pelos pais na rua.
Assustados, a família pode ver o teto externo do supermercado cair
enquanto eles tentavam desesperadamente encontrar um local seguro.
“A ordem dos policiais eram que todos ficassem juntos no meio da rua, longe de qualquer edificação”.
Todos se juntavam na rua e logo em seguida mais um tremor aconteceu.
“Foi um pânico geral”, recorda ela que conseguiu carona para voltar para
casa quando os tremores cessaram e encontrou seu filho também do lado
de fora da casa, totalmente são junto com o dono do imóvel.
Por segurança, eles tiveram que dormir em um campo de plantação
debaixo de tendas de plástico e depois ficaram três dias dormindo na
quadra de uma escola até que puderam voltar para casa.
O livramento vivido pelos brasileiros não foi o mesmo de milhares de
pessoas que perderam suas casas e também os seus entes queridos. Quase
15 dias após o terremoto, as autoridades já encontraram mais de 7 mil
mortos e agora tentam reconstruir e limpar as cidades atingidas.
A família brasileira tem ajudado os sobreviventes a reconstruírem
suas vidas e tem se firmado na fé em Deus para ter forças e levar
esperança para os nepaleses e outros povos que estavam no país no dia do
terremoto.
Empresas e grupos missionários como o CMDT estão somando recursos
financeiros para ajudar na reconstrução das cidades. A população precisa
de alimento, água, remédios e muita oração. Ore pelo povo do Nepal.



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